sábado, 30 de abril de 2011
Décima de um gaudério, de Zeca Alves
Misto de flores e espinhos...
Se estendeu por toda estrada,
Projetou sombra e aguada
Por d’onde cruzo caminhos;
Fui dando espalda pro rancho,
Cruzei pra lá da cancela,
Sentei as garras no pingo,
Busquei a volta do estribo
C’oa mão canhota na rédea.
Na direção do horizonte
Meu pingo trocava orelha,
E a espora, dava o comando
Pra ele sair tranqueando,,
Riscando-lhe a barrigueira;
E o rancho, que eu mesmo fiz,
Nobre, e de simples valores,
Ganhou ar de despedida,
Virou tapera dormida
Aos olhos dos cruzadores.
Por gaudério, hoje, distante,
Mateio á sombra dos móleos,
O pingo livre da cincha,
Atado a soga, relincha,
Vejo a saudade em seus olhos;
Sai pra amansar distância
C’oa alma de olhar profundo,
Pois, nasci de alma andeja,
E desde piá, com certeza,
Sonhava andar pelo mundo.
Mas, se por acaso, o pingo
Relinchar com insistência,
Desato a soga, que, o tranca,
E dou-lhe um tapa na anca...
Pra que retorne a querência;
E sigo cruzando estrada,
Porque gaudério sou eu,
Dou um jeito “nos arreio”,
A maior riqueza que tenho
É esse mundo de DEUS.
Zeca Alves.
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Festivais Nativistas: Patrimônio Cultural do RS??
Texto de Sabrina Marques
Um pequeno ensaio!!
Este texto é parte do meu TCC... uma das muitas coisas que já escrevi sobre cultura desde que comecei minha vida acadêmica, que diga-se de passagem foi só o que estudei :P... para quem interessar: APROVEITEM!! Se quiserem... OPINEM, e me AJUDEM nesse novo estudo!!
Cultura e Identidade
Cada povo, cada sociedade se identifica por costumes, ritos, alguns mitos, crenças e sua maneira de viver. É difícil que exista um povo que não tenha identidade. Por mais simples e imperceptível que seja ela existe e está diretamente ligada a cultura desenvolvida por esta sociedade.
“Identidades culturais são aqueles aspectos de nossas identidades que surgem de nosso “pertencimento” a culturas étnicas, raciais, lingüísticas, religiosas e, acima de tudo, nacionais” (Hall, 2000, 8).
Numa sociedade, a maneira de ser, de se comportar, de agir, e de ritualizar foi elaborada lentamente e funciona de modo quase inconsciente. Esse modo de viver é o que conhecemos como cultura, “um sistema de agir e interagir, um sistema de crenças, valores de organização artística, científica e educacional, social, política, bem como de atividades econômicas” (Carvalho, 2003, 96).
Entende-se então que são valores, costumes, maneiras, conhecimentos, situados geográfica e temporalmente, ou seja, dentro do contexto histórico, é um espaço de construção do simbólico.
Segundo Carvalho (2003), palavra cultura designa, ao mesmo tempo, o modo de vida cotidiano de uma sociedade (o saber comum) – questão que será abordada com mais profundidade neste estudo – e também a vida intelectual e artística (saber erudito) do indivíduo. É importante ressaltar que uma está fortemente ligada a outra pois o indivíduo não se forma apenas com uma ou outra cultura, e sim com o complemento das duas, pois segundo a autora, o saber comum (a vida cotidiana) seria o espírito do povo a que pertence esse homem, e o pensado (erudito) nasce do impensado (saber comum), onde o primeiro retira sua essência.
Sendo assim, pode-se dizer que a cultura nasce das diferentes relações da pessoa com o ambiente que a rodeia. Relações estas com: a natureza, onde o espaço natural se transforma em um espaço cultural. Com ela mesma, quando descobre e aceita as características próprias e ouve a consciência. O relacionamento com o próximo, pois aprende-se com o outro, ensina-se ao outro, faz-se “acordos” em nome da coletividade, ou seja, espaço cultural da sociedade. E com Deus, que ocasionou e ocasiona ainda o surgimento de religiões que buscam a relação do homem com o transcendente.
Como destaca Piedras (2002, p.8) “os homens transformam o mundo por suas ações, mas sempre reproduzindo partes do sistema de símbolos criado por eles anteriormente”. Isso demonstra o caráter dinâmico da cultura, que está sempre em transformação.
Tal cultura constrói uma identidade coletiva que põe em relevo o inconsciente coletivo. Porém, antes disso deve-se pensar que uma sociedade é formada por indivíduos e que a questão de identidade ou pelo menos seu estudo, parte a princípio destes membros.
Para começar será visto a identidade através da sua definição a partir de indivíduos, através das idéias de Hall (2000).
O Iluminismo trata a identidade do sujeito como seu centro essencial, ou seja, o seu caráter, o seu “eu” interior, o que nasce com o indivíduo e vai se desenvolvendo com o passar dos anos, porém permanecendo essencialmente o mesmo ao longo de sua existência.
Com certeza carregamos conosco características que nos distinguem das demais pessoas, mas não podemos dizer que elas formam nossa identidade e que não mudarão nunca. Principalmente nos tempos atuais, as mudanças que ocorrem ao nosso redor, afetam nossa vida diretamente, e a globalização faz com que cada vez mais conceitos sejam impostos, mudados ou ultrapassados. Então, esta percepção de identidade como interior apenas é pouco aceitável e até mesmo incompleta.
Para o autor, existe também a concepção de identidade do sujeito sociológico – que cabe bem a este estudo.
“A identidade é formada na “interação” entre o eu e a sociedade. O sujeito ainda tem um núcleo ou essência interior que é o “eu real”, mas este é formado e modificado num diálogo contínuo com os mundos culturais “exteriores” e as identidades que esses mundos oferecem.” (Hall, 2000, p.11)
Partindo desta definição entende-se que o indivíduo necessita da sociedade – assim como o contrário – para que seja estabelecida uma identidade. Eu, como indivíduo me projeto a essa sociedade, ao mesmo tempo que interiorizo valores e significados dela – voltamos então a questão da cultura – que passam a fazer parte de mim.
“No mundo moderno, as culturas nacionais em que nascemos se constituem em uma das principais fontes de identidade cultural. Ao nos definirmos, algumas vezes dizemos que somos ingleses ou galeses ou indianos ou jamaicanos. Obviamente, ao fazer isso estamos falando de forma metafórica. Essas identidades não estão literalmente impressas em nossos genes. Entretanto, nós efetivamente pensamos nelas como se fossem parte de nossa natureza essencial.” (Hall, 2000, 47).
Como foi visto anteriormente, estas culturas nascem da relação dos homens com ele mesmo e com o ambiente externo. Estas relações produzem elementos denunciadores de cada cultura.
Dentre os elementos que são criados podemos citar: os objetos, que apesar de hoje ter uma produção mais globalizada, ainda existe estilos próprios de cada cultura, como a Cuia[13], elemento marcante da cultura do Rio Grande do Sul. Os valores, postura, comportamento, ou seja, o perfil de cada povo. As estruturas da sociedade, como vemos nas famílias patriarcais e nas relações chefe – empregado. E as expressões, que é toda a comunicação que um povo tem, sua linguagem, sua música, sua arte.
A cultura de um povo, sua identidade, é passada de geração à geração, e dependendo da intensidade e da influência, dificilmente ela se deteriora. Dizer que existe uma cultura que nos dias de hoje permanece a mesma desde os seus primórdios é muito difícil, pois diversos fatores contribuem para a sua transformação. Ela pode seguir fiel a seus princípios e valores, mas com certeza teve modificações ao longo do tempo.
Segundo Jacks (2003, 18) “cultura é da ordem da práxis e está ligada a vivência cotidiana. É fruto da ação, a qual dá orientação e significação para as representações simbólicas”.
A maneira como vive um povo, o que o identifica é o que se entende por cultura. Dentro de um mesmo país são percebidas diferentes culturas, que geralmente são demarcadas pela região onde se vive ou pelos ancestrais que ali habitaram em tempos passados, fundando a sociedade em questão com uma determinada identidade.
“Por constituírem expressões sociais, as manifestações culturais também se apresentam segmentadas, ou seja, divididas e hierarquizadas, assim como os diferentes grupos que compõem a sociedade” (Piedras, 2002, p.11)
No Brasil, por ser um país que recebeu vários imigrantes, percebemos diferentes culturas que mescladas foram formando novas culturas características deste povo tão miscigenado[14].
No sul, especialmente no Rio Grande do Sul, onde tivemos uma colonização em geral portuguesa e espanhola – com exceção de algumas regiões que foram colonizadas por alemães e outras italianos – a identidade do povo através da sua cultura é muito forte. Em poucos estados do país vemos cultura e tradição tão explícitas e resistentes ao mundo atual e a globalização.
[13] Do Tupi, fruto da cuieira. Também conhecido como porongo, é o vaso feito desse fruto maduro depois de esvaziado do miolo. No caso do Rio Grande do Sul – quase sempre ricamente prateada e lavrada – é onde se prepara e se bebe o mate por meio de uma bombilha.
[14] Em sua origem o Brasil parte de três culturas diferentes: a européia (ocidental cristã), a indígena (primeiros habitantes) e a africana (escravidão).
Referências:
Referências:
CARVALHO, Nelly de. Publicidade: A linguagem da sedução. São Paulo, SP: Editora Ática, 2003.
HALL, Stuart. A identidade cultural na pós-modernidade. Rio de Janeiro, RJ: DP&A Editora, 2000.
JACKS, Nilda. Mídia Nativa: Indústria Cultural e Cultura Regional. Porto Alegre, RS: Universidade/UFRGS, 2003.
PIEDRAS, Elisa Reinhardt. Publicidade e cultura no Brasil: Apropriações e construções mútuas. Pelotas: Trabalho de conclusão (Hab. Publicidade e Propaganda): UCPEL, 2002.
quinta-feira, 28 de abril de 2011
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Homenagem: Rui Biriva, o chê loco
Homenagem: Rui Biriva, o chê loco
Em texto de 2008, tradicionalista Antonio Augusto Fagundes saúda o amigo
Está previsto para esta quarta-feira (dia 27), em Horizontina, o sepultamento do corpo do cantor e compositor nativista Rui Biriva, que morreu na noite de segunda-feira em Porto Alegre, em decorrência de um câncer.
A morte de Biriva, aos 53 anos, comoveu o Rio-Grande do Sul por ser ele um de seus artistas mais populares e carismáticos. Amigos e fãs de Biriva na Capital fizeram sua despedida nesta terça-feira, durante o velório na Câmara de Vereadores.
Em sua homenagem, o Segundo Caderno reproduz um texto de Antonio Augusto Fagundes, de abril de 2008, no qual o tradicionalista saudava o amigo lembrando as origens e a ascensão de Biriva como um dos grandes nomes da música gaúcha.
:::
Há vinte e tantos anos, em Lajeado, eu comandava uma festa gauchesca e alguém queria que um cantor do Interior se apresentasse. O rapaz não tinha violão e estava visivelmente contrariado. Para se livrar da insistência ele impôs: "Só canto se o Antonio Augusto Fagundes me apresentar". Eu olhei aquele alemão grandalhão e meio antipático, mas como a insistência era grande, floreei a apresentação e lasquei: "E com vocês, Rui Leonhardt!".
Pouca gente aplaudiu quando ele, contrariado e meio nervoso, subiu ao palco. Mas aí ele começou a cantar com voz poderosa, cada vez mais entusiasmado. O alemão bateu tanto no violão que afundou o tampo do instrumento, quebrando tudo – expressão que mais tarde ele iria popularizar. Estava nascendo ali um grande artista. E estava nascendo também uma grande amizade, sentimento que até hoje me une ao Rui.
O Rui da Silva Leonhardt nasceu em Horizontina, terra de homens feios e mulheres bonitas – estão aí o Rui e o Luiz Kur, por um lado, e a Gisele Bündchen, por outro, para confortar a assertiva.
Os pais do Rui foram o seu Adalibio e a dona Malvina, e o Rui é o caçula de três irmãos. Até os 10 anos viveu no Distrito da Esquina Eldorado, de onde saiu para morar na cidade e participar dos festivais estudantis de música. O Rui tem o gauchismo no berço: o pai, que era músico, mandava no CTG Peão do Alto Uruguai.
Aos 14 anos, vence o Festival Estudantil da Canção e durante dois anos faz parte do grupo Magia Som cantando... em inglês! Muda-se para o Paraná, passa para São Paulo, onde estuda canto e teatro. A política traz o Rui de volta para Horizontina, de onde sai para Brasília, como assessor do deputado Irineu Colato. Não se dá bem na Capital Federal sem bares e sem esquinas e vem para Porto Alegre. Aqui na Assembleia conhece Airton Pimentel, e deste autor defende a canção Birivasna Seara da Canção de Carazinho. O sucesso foi enorme e, como ninguém sabia como pronunciar o nome alemão do Rui, ele ficou sendo Rui Biriva até hoje.
De lá para cá, não parou mais de se premiar em festivais. Gravou 14 discos, casou com Priscila Dutra, e os dois são pais do Gerônimo. Fez sucesso em Portugal, e canções suas são cantadas por Djavan, Daniela Mercury, Os Nativos, Os Serranos, Oswaldir e Carlos Magrão, Gaúcho da Fronteira e outros. Como cantor, seus maiores sucessos são Tchê Loco, Quebrando Tudo, Canção do Amigo e muitas outras. O Rui Biriva é um artista realizado. Duvido que alguém não se emocione com a beleza da sua voz e a emoção que coloca na interpretação de Santa Helena da Serra.
::: Por Antonio Augusto Fagundes(texto originalmente publicado em 19 de abril de 2008)
A morte de Biriva, aos 53 anos, comoveu o Rio-Grande do Sul por ser ele um de seus artistas mais populares e carismáticos. Amigos e fãs de Biriva na Capital fizeram sua despedida nesta terça-feira, durante o velório na Câmara de Vereadores.
Em sua homenagem, o Segundo Caderno reproduz um texto de Antonio Augusto Fagundes, de abril de 2008, no qual o tradicionalista saudava o amigo lembrando as origens e a ascensão de Biriva como um dos grandes nomes da música gaúcha.
:::
Há vinte e tantos anos, em Lajeado, eu comandava uma festa gauchesca e alguém queria que um cantor do Interior se apresentasse. O rapaz não tinha violão e estava visivelmente contrariado. Para se livrar da insistência ele impôs: "Só canto se o Antonio Augusto Fagundes me apresentar". Eu olhei aquele alemão grandalhão e meio antipático, mas como a insistência era grande, floreei a apresentação e lasquei: "E com vocês, Rui Leonhardt!".
Pouca gente aplaudiu quando ele, contrariado e meio nervoso, subiu ao palco. Mas aí ele começou a cantar com voz poderosa, cada vez mais entusiasmado. O alemão bateu tanto no violão que afundou o tampo do instrumento, quebrando tudo – expressão que mais tarde ele iria popularizar. Estava nascendo ali um grande artista. E estava nascendo também uma grande amizade, sentimento que até hoje me une ao Rui.
O Rui da Silva Leonhardt nasceu em Horizontina, terra de homens feios e mulheres bonitas – estão aí o Rui e o Luiz Kur, por um lado, e a Gisele Bündchen, por outro, para confortar a assertiva.
Os pais do Rui foram o seu Adalibio e a dona Malvina, e o Rui é o caçula de três irmãos. Até os 10 anos viveu no Distrito da Esquina Eldorado, de onde saiu para morar na cidade e participar dos festivais estudantis de música. O Rui tem o gauchismo no berço: o pai, que era músico, mandava no CTG Peão do Alto Uruguai.
Aos 14 anos, vence o Festival Estudantil da Canção e durante dois anos faz parte do grupo Magia Som cantando... em inglês! Muda-se para o Paraná, passa para São Paulo, onde estuda canto e teatro. A política traz o Rui de volta para Horizontina, de onde sai para Brasília, como assessor do deputado Irineu Colato. Não se dá bem na Capital Federal sem bares e sem esquinas e vem para Porto Alegre. Aqui na Assembleia conhece Airton Pimentel, e deste autor defende a canção Birivasna Seara da Canção de Carazinho. O sucesso foi enorme e, como ninguém sabia como pronunciar o nome alemão do Rui, ele ficou sendo Rui Biriva até hoje.
De lá para cá, não parou mais de se premiar em festivais. Gravou 14 discos, casou com Priscila Dutra, e os dois são pais do Gerônimo. Fez sucesso em Portugal, e canções suas são cantadas por Djavan, Daniela Mercury, Os Nativos, Os Serranos, Oswaldir e Carlos Magrão, Gaúcho da Fronteira e outros. Como cantor, seus maiores sucessos são Tchê Loco, Quebrando Tudo, Canção do Amigo e muitas outras. O Rui Biriva é um artista realizado. Duvido que alguém não se emocione com a beleza da sua voz e a emoção que coloca na interpretação de Santa Helena da Serra.
::: Por Antonio Augusto Fagundes(texto originalmente publicado em 19 de abril de 2008)
terça-feira, 26 de abril de 2011
Agenda de Maio Shana Müller
Agenda de Maio
13 a 15 - Apresentadora do festival Capela da Canção Nativa de Amaral Ferrador/RS
15 - Show com Buenas e M'espalho na Capela da Canção Nativa de Amaral Ferrador/RS
19 a 21 - Apresentadora do festival Um Canto para Martin Fierro de Santana do Livramento/RS
26 - Show Tributo a Mercedes Sosa com Luiz Carlos Borges e Daniel Torres no Rodeio de Osório/RS no Parque de Eventos às 21h
Correção
O Pocket Show de amanhã (dia 27 de Abril) será realizado na Livraria Cultura do Shopping Praia de Belas em Porto Alegre às 19h30min, e não no Shopping Iguatemi como foi dito anteriormente.
Homenagem a Rui Biriva
Cantar é preciso......para viver e amarUm cantor, trovador, instrumentista... um artista, muitos dizem que são seres humanos que estão mais próximas de Deus, se é mesmo, não sei, quem sabe um dia saberei...Sei sim, que estes são na vida terrena abençoados com o dom de encantar, de levar alem fronteiras a língua que o mundo todo se identifica, escuta, aplaude, chora, ri... extravasa. Este dom para muitos é dado em demasia, outros menos, mas poucos o respeitam e usufruem, pois não possuem a sapiência de que este dom não é seu e sim da vida, do mundo.Quando um destes “seres de luz” se destaca, ele destaca a força divina, ele representa através deste dom, a natureza, os povos, a angustia de muitos e a alegria de tantos. É certamente um mensageiro que sustenta a magia de corações apaixonados e acalanta a tristeza de corações mutilados...É um mensageiro que em segundos atravessa oceanos, e entrega através da sonoridade de seu dom, seu comunicado.Sendo assim, te peço amigo Rui: Entrega lá em riba esta mensagem do povo Riograndense:- “Patrão”, esta chegando em sua estância um peão deste Rio Grande, um Gaúcho guerreiro que através do canto desbravou e elevou nossa pátria. Ele chegará com um riso largo, jeitão pacholento, facilita toma conta e forma um fandango e ao encontrar São Miguel, é capaz de “prendê” o grito: - Tchê loco!!!! Por onde andastes??? Peleador como tu não se viu.... Mas não se assuste, ele é assim mesmo, por onde passou deixou alegria, amigos, admiradores e eternos seguidores. Foi um desbravador que abriu picadas para muitos que hoje percorrem o mesmo caminho que seus pés socaram o trilhado.- Este “peonaço” deixou saudades meu “Senhor”, mas nos deixou sua mensagem, de paz, alegria de vida e de luta pela mesma.- Ele é um exemplo de respeito pela vida, a qual devemos viver intensamente, pois é curta e se acaba. Deixou a mensagem de que devemos cuidar dos nossos e dos outros também... e ele soube muito bem realizar tal tarefa.- Bueno, só te peço mais uma coisinha.... - Vez por outra “Patrão”, envia-nos noticias deste “amigaço”, quem sabe através de um raio de sol tão embriagado de luz como seu sorriso, ou que sabe num sopro de vento que traga a sonoridade de sua voz, e junto dela a mensagem que diz:- Cantar é preciso... para ser eternamente vivo.Obrigado amigo Rui Biriva por toda alegria que nos deixastes, agora por favor alegra este “Patrão” que esta tristonho com seu povo, mas diz pra ele que sempre nos resta esperança, e tu nos ensinastes isso.César Oliveira
segunda-feira, 25 de abril de 2011
A extinção dos aporreados no RS é tema da Revista Imagens Gaúchas
O desaparecimento dos aporreados no Rio Grande do Sul é tema da reportagem especial da quarta edição da Revista Imagens Gaúchas, que já está disponível para os leitores. A matéria principal fala da diminuição destes cavalos no território gaúcho. O Imagens Gaúchas foi a Aceguá, na fronteira com o Uruguai, para registrar cenas raras, o encontro de mais de 100 aporreados em um território de grandes ginetes e forte tradição gaúcha. A matéria mostra os motivos que estão levando os cavalos a sumir e entrevista especialistas no assunto, como o narrador e escritor Jaime Brum Carlos, que tem 30 anos de rodeios. O tropilheiro Fabrício Lima, da Tropilha sossego, uma das principais do RS, conta como é a preparação de uma cavalo e a dificuldade de se conseguir um novo exemplar de aporreado. Para complementar o tema, a revista ainda traz um ensaio fotográfico intitulado: “Aporreados são como tempestades”.
A nova edição trás em suas páginas mais de 100 belíssimas fotografias. E mais, reportagens fotográficas sobre atados de colas, piás, gaúchos autênticos e a credenciadora de Cachoeira do Sul que acontece entres os dias 13 e 15 de maio. Traz ainda matéria sobre a prova de Doma da Cabanha Cerro Frio, que vem se destacando na iniciativa de valorizar domadores do Rio Grande do Sul.
Como Comprar: As revistas Imagens Gaúchas podem ser adquiridas pelos telefones: (51) 91198094 – (51) 37242158 ou pelo e-mail: contato@imagensgauchas.com.br.
sábado, 23 de abril de 2011
Retorno da Reculuta
Lideranças e tradicionalistas de Guaíba estão dispostos a se unir para resgatar o Festival.
Luiz Marenco, um dos expoentes da música gaúcha, foi lançado na Reculuta da Canção Crioula (Foto: Arquivo/GCS)
A Reculuta da Canção Crioula é um consagrado festival de música crioula do Rio Grande do Sul, criado em 1982, em Guaíba. Entre os fundadores, que organizaram as duas primeiras edições, destaque para os tradicionalistas Gaston Leão, Paulo Lobato e José Cláudio Machado. Da terceira à quinta edição, o evento foi promovido pela Prefeitura de Guaíba, na gestão de Nelson Cornetet, seguindo sob a coordenação da Associação Cultural Reculuta até 2007, quando foi realizada pela última vez. A maioria dos eventos aconteceu no Ginásio Coelhão.
O Festival se tornou conhecido em todo o Estado pela sua essência nativista. Foram 18 apresentações, reunindo e lançando músicos de todos os cantos do Rio Grande, destacando Luiz Marenco, Joca Martins e Cristiano Quevedo, entre outros expoentes da música gaúcha.
A Associação Cultural Reculuta, a Prefeitura de Guaíba, lideranças e diversos tradicionalistas do Município estão dispostos a se unir para resgatar este grande festival, que coloca Guaíba entre os municípios mais importantes do Estado na promoção da cultura riograndense. A ideia é organizar a 19ª edição em 2012.
Essa semana, o presidente da Associação Cultural Reculuta, Nei Fernando Villanova, concedeu entrevista à Gazeta Centro-Sul, mostrando-se entusiasmado com a disposição da sociedade guaibense e do poder público em resgatar o importante festival. Villanova disse que o primeiro passo é reunir as pessoas interessadas na retomada do evento e começar a trabalhar por meio de parceria com o poder público.
De acordo com Nei, o custo estimado para a realização do Festival, com a gravação de CD, é de aproximadamente R$ 100 mil.
O que diz a Setudec
Em entrevista à Gazeta, a secretária Cláudia Mara Borges, da Secretaria Municipal de Turismo, Desporto e Cultura (Setudec), disse que o Município tem interesse na retomada do Festival e anunciou que, em breve, deverá estar se reunindo com membros da Associação Cultural Reculuta para construírem juntos uma estratégia a fim de viabilizar a realização do evento no ano que vem. “Eu entendo que este Festival é muito importante pela visibilidade que traz ao Município”, ressaltou Cláudia.
Contato
Interessados em fazer contato com a Associação Cultural Reculuta pedem ligar para 8422.6228, com Nei, ou 9899.3620, com Cattani
sexta-feira, 22 de abril de 2011
quarta-feira, 20 de abril de 2011
Lançamento do CD Pampa e Flor em Porto Alegre
O lançamento do CD Pampa e Flor,de Juliana Spanevello,em Porto Alegre,acontecceu na noite do dia 19 de abril de 2011. O show contou com inúmeras presenças especias, Anomar Danúbio Vieira, Marcello Caminha, Negrinho Martins, Fabiano Bacchieri e Joca Martins, foram convidados a 'dividir' o palco com a Juliana.O evento emocionou a todos os presentes! Parabéns a Juliana Spanevello,sua família e a equipe! (Fotos: Produto Cultural Gaúcho).
Post: Carol Cassel
segunda-feira, 18 de abril de 2011
domingo, 17 de abril de 2011
Triagem das composições pela fase local da Manoca do Canto Gaúcho
As 10 músicas classificadas se apresentão no dia 14 de maio,as 20h30min,no Auditório da Faculdade Dom Alberto.
Músicas classificadas:
Eu e a lua - milonga
Letra: Murilo Teixeira
Música: Matheus Leal
Cidade: Santa Cruz do Sul/São Gabriel
Convite - xote
Letra: Paulo Haussen
Música: Marco Oliveira
Cidade: Santa Cruz do Sul/Venâncio Aires
Canto à querência - milonga
Letra: Paulo Haussen
Música: Marco Oliveira
Cidade: Santa Cruz do Sul/Venâncio Aires
Dos medos e do destino - chamamé
Letra: Cleiton Santos e Marcelo Paz Carvalho
Música: Marcelo Paz Carvalho
Cidade: Santa Cruz do Sul/Três de Maio
Tocaia - chacarera
Letra: Cleiton Santos
Música: Maurício Lopes
Cidade: Santa Cruz do Sul/Encruzilhada do Sul
Do meu sereno viver - chamarra
Letra: Matias Moura
Música: Miguel Borba
Cidade: Santa Cruz do Sul/ Canguçu
Quebro o silêncio das cordas - milonga
Letra: Francisco Luiz
Música: Juliano Javoski
Cidade: Santa Cruz do Sul/São Jerônimo
Saga imigrante - chamamé
Letra: Francisco Goulart
Música: Neco Machado
Cidade: Santa Cruz do Sul/Rio Pardo
Queixo duro - milonga
Letra: Francisco Goulart
Música: Matheus Alves
Cidade: Santa Cruz do Sul
Manhã de inverno - chamamé
Letra: Murilo Teixeira
Música: Francisco Teixeira
Cidade: Santa Cruz do Sul
Suplentes:
Contraponteando a estrada - chamarra
Letra: Murilo Teixeira e Carlitos Quadros
Música: Edilberto Teixeira Neto
Cidade: Santa Cruz do Sul/São Gabriel
Pra quem cruza a querência - chamamé
Letra: Cleiton Santos
Música: Ezequiel da Rosa
Cidade: Santa Cruz do Sul/Cachoeira do Sul
Surungo de galpão - chamarra
Letra: Paulo Haussen
Música: Valdomiro Maicá/Marco Oliveira
Cidade: Santa Cruz do Sul/ Três Passos e Venâncio Aires
Post: Carol Cassel
sexta-feira, 15 de abril de 2011
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Diário do Andante!
Lisandro Amaral acaba de criar um blog,acessem http://lisandroamaraldiariodoandante.blogspot.com/!
"Estou abrindo a primeira página deste espaço que apelidei de diário do andante. O objetivo é relatar um pouco das andanças musicais e principalmente a caminha ligada ao universo infinito do gaúcho que resgato e tento representar poeticamente." (Lisandro Amaral, 14 de abril de 2011)
Post: Carol Cassel
quarta-feira, 13 de abril de 2011
terça-feira, 12 de abril de 2011
Lançamento do CD Saludo...
No dia 08 de abril, aconteceu o lançamento do CD Saludo de Fabiano Bacchieri,em Pelotas. O evento que contou com a transmissão do Produto Cultural Gaúcho e da Radiosul.net, ocorreu no Teatro do Colégio Gonzaga e teve a participação de Xirú Antunes, Joca Martins, Fernando Saalfeld, Tuca Bacchieri e dos dançarinos Thiago Amorin e Jaciara Jorge (NUFLOK). Também foi apresentando o vídeo de Eduardo Rickes, vencedor da Promoção Cultural Saludo. Enquanto Fabiano e Tuca Bacchieri cantavam a música Dejame que me vaya, um casal de dançarinos se apresentava no fundo do palco, causando um lindo efeito de sombras. O evento será reprisado em data ainda a ser definida, quem não pode acompanhar o show ao vivo, terá uma nova chance de assistir a este emocionante espetáculo! (Fotos: Sabrina Marques e Produto Cultural Gaúcho)
Post: Carol Cassel
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